Aulas

Nesta seção, você verá aulas para iniciantes e avançados e dicas de inglês para você aprender facilmente e em pouco tempo.

O indivíduo que quer aprender inglês pode não ter se dado conta ainda, mas há uma grande quantidade de fatores conspirando a favor da realização de seu desejo. Para começo de conversa, o inglês é a língua mais disseminada no mundo, a mais falada por pessoas que não nasceram em países onde ela é o idioma oficial.

Além de ser a língua dominante de países prósperos e militarmente fortes, impossíveis de ignorar, é também a língua do comércio internacional, das comunicações científicas, da expressão artística e do entretenimento em nível global, ocupando um papel parecido com o do latim no Império Romano e, para a Igreja e os intelectuais, durante a Idade Média na Europa Ocidental. Com isso, é praticamente impossível a um indivíduo não ter contato com algumas palavras e expressões do idioma de William Shakespeare (basta pensar em termos como hotdog, delivery, games e gospel).

Também significa que há um oceano de materiais que podem ser usados para aprender a língua e um exército de profissionais capacitados a ensiná-la. Compare-se essa situação auspiciosa ao calvário de alguém tentando aprender mongol ou iídiche no Brasil.

A revolução na eletrônica de consumo e nas comunicações colocou ao alcance de um número cada vez maior de pessoas vários tipos de recursos das quais elas podem lançar mão para aprender inglês. Atualmente, cada computador, smartphone, televisão e MP3 ou MP4 player é um portal para uma província diferente e impressionante da Terra da Língua Inglesa, um império linguístico sobre o qual o sol nunca se põe.

1 – Inglês com música

Pode ser imensamente chato estudar um idioma, ainda mais no começo da jornada quando se sabe muito pouco dele e não se conhece muita gente com quem praticar. A maior parte das palavras é novidade, os sons, muitos deles inexistentes em português, parecem a arranhar a garganta e, em alguns casos, são praticamente indistinguíveis uns dos outros (qual é a diferença mesmo entre “beat” e “bit” ou entre “rat” e “hat”?).

Usar músicas como um dos recursos para aprender uma língua, contudo, ajuda a aliviar o tédio porque associa o prazer auditivo ao aprendizado e também corta um pouco a estranheza do idioma novo – a música, bem dizem, é uma língua universal. Combinar música e estudo permite que o estudante veja na prática como os nativos pronunciam as palavras e como empregam determinadas construções gramaticais. E há uma enorme diversidade de gêneros e artistas entre os quais escolher: The Beatles, The Rolling Stones, o ganhador do prêmio Nobel de Literatura Bob Dylan, Rhianna, Madonna, Frank Sinatra, Ariana Grande – música para todos os gostos, não é de estranhar que as canções escritas em inglês tenham conquistado o mundo.

À medida que o estudante for progredindo em seus estudos, ficará cada vez mais fácil para ele perceber as diferenças geográficas (entre países e até mesmo dentro de uma mesma nação), de classe social, de era e de estilo entre os artistas. Os Beatles não cantavam como Frank Sinatra fazia e o pessoal da Country Music não compõe como a galera do RAP.

2 – Inglês com filmes e outros recursos audiovisuais

Não é de hoje que os filmes americanos encantam pessoas dos mais distantes pontos do globo terrestre. Para citar apenas dois exemplos, tanto Erico Verissimo como Juan Manuel Puig, argentino este, brasileiro aquele, grandes escritores ambos, mencionaram a atração que os velhos filmes de estúdios como Metro-Goldwyn-Mayer tinham sobre a população de suas cidadezinhas natais, instruindo-as sobre o mundo exterior. Acrescente-se ainda aos filmes a magia de seriados, desenhos animados, documentários e outras produções audiovisuais produzidas usando a língua inglesa e tem-se à mão um conjunto de primeira de recursos para aprender inglês.
Além de se divertir, se emocionar e se intrigar, o estudante tem uma chance de observar a língua que está tentando aprender ser usada em simulações realistas de todo tipo de situação – do pagamento da conta em um restaurante a uma entrevista de emprego, de uma declaração de amor ao anúncio de um desastre. Gírias, expressões populares, ditados, sotaques e frases famosas, aspectos da cultura dos países de língua inglesa, tudo isso e mais é retratado nestas produções. Há filmes com todos os temas possíveis e ambientados em todo tipo de lugar. O candidato a bilíngue pode comparar seu modo de falar com o dos atores, narradores e dubladores, pode perceber que uma palavra pode ter pronúncias diferentes dependendo do significado (“close” com função de verbo é pronunciado diferente de “close” com função de adjetivo, por exemplo) ou das origens geográficas e sociais de quem a pronuncia.

3 – Aulas online

A revolução da internet, de certa forma, aniquilou as distâncias. É possível receber quase instantaneamente textos de qualquer parte ou conversar com alguém do outro lado do mundo. Esse estado de coisas permitiu o surgimento de cursos de inglês pela internet. A qualidade pode variar radicalmente de uma instituição para outra e o estudante precisa estar atento e ter senso crítico para separar o joio do trigo – mas isso também é verdade quanto aos cursos presenciais.

Uma das grandes vantagens das aulas online é que o estudante poupa tempo e dinheiro com transporte e fica mais fácil encaixar o estudo na rotina dele. Além disso, ele não precisa optar por um professor ou curso cuja grande qualidade é estar perto dele. Por exigir menos infraestrutura física, esses cursos podem também apresentar preços mais acessíveis do que os das aulas tradicionais.

4 – Ainda a internet

Ler textos publicados no site do New York Times sobre a política externa de Donald Trump e ler sobre o último boato picante de Hollywood no site TMZ. Ouvir o famoso discurso de Kennedy na Universidade Rice sobre o projeto de mandar um homem à Lua e trazê-lo de volta em segurança e escutar uma música de Justin Bieber. Ler um blog de economia escrito por um professor consagrado e acompanhar os últimos resultados da NBA.

Fazer tudo isso e muito, muito mais, exercitando a capacidade de ler e ouvir, é possível. Há sites e mais sites online com textos sobre os mias diversos assuntos: ciência, religião, moda, história, culinária, turismo, negócios, animes, arte, literatura, política, quadrinhos, etc. Oportunidades de ler sobre as coisas que realmente despertam seu interesse enquanto vai aperfeiçoando o domínio da língua inglesa não faltam.
E achar com quem conversar, praticando diálogos e comunicação por escrito, é, na era dos fóruns, caixas de comentários em blogs, salas de bate-papo e programas de pen pals (amigos por correspondência), tarefa facílima. Interações interessantes e talvez até o surgimento de amizades são possíveis enquanto o estudante está empenhado em aperfeiçoar seu domínio do idioma.

Além disso, recursos como dicionários (o ótimo Websters, por exemplo), chaves de pronúncia, que ensinam como pronunciar as palavras, e gramáticas estão na rede mundial de computadores – tudo isso de graça. Há vários sites dedicados a ajudar o aprendizado do idioma inglês. Alguns deles trazem as flexões dos verbos, inclusive os irregulares.

Outros apresentam pessoas (às vezes, com diferentes sotaques) pronunciando palavras, recitando textos famosos, empregando expressões comuns ou encenando diálogos do cotidiano. Há sites que se dedicam a responder às questões dos internautas e apontar os erros mais comuns. Outros explicam as origens de certas expressões ou desvendam as razões para a pronúncia excêntrica, mesmo para os padrões do inglês, de palavras como “colonel”, por exemplo.

Há também sites que esclarecem questões de uso prático da língua, tais como que saudações usar em uma carta ou como se dirigir a uma pessoa com a qual só se tem um relacionamento formal. A Wikipedia, com seus verbetes em várias línguas (inclusive português, inglês e inglês simplificado) permite que o estudante observe como uma informação é apresentada em diversas línguas e até como nomes próprios são grafados em cada idioma.

Alguns verbetes da enciclopédia até trazem recursos de áudio. Sites como o Linguee permitem encontrar os equivalentes em inglês de expressões do português – e os exemplos são tirados de textos da internet, permitindo ver como as palavras são usadas na prática. O Google Tradutor fornece boas traduções automáticas de textos e oferece opções de palavras em inglês que significam o mesmo que uma palavra em português – é uma ótima oportunidade para comparações e para explorar as nuances da língua.

O iniciante, devido à sua inexperiência, pode se sentir em meio aos imensos recursos da internet como alguém perdido em alto-mar, mas ele deve ter sempre presente em mente que cada braçada (cada palavra aprendida, cada dúvida esclarecida, cada erro de pronúncia corrigido, cada construção gramatical assimilada), por mais tímida e desajeitada que seja, necessariamente o coloca mais perto da terra firme da fluência – ele não precisa se preocupar com a direção, pois todos os caminhos levam ao English. Tudo o que ele precisa fazer para evitar o afogamento é ser persistente e diligente.